A importância do faz de conta na Educação Infantil

Por Joelma Jardim

Quem nunca, quando pequeno, imitou o gesto de passar um batom – como viu a mãe fazer em frente ao espelho -, colocou os sapatos do avô e tentou andar com eles pela casa, pegou a bolsa para passear ou entrou em uma caixa e transformou aquele pedaço de papelão no carro do pai?

 

Aos 2 e 3 anos, os pequenos já dão asas à imaginação e esses jogos simbólicos devem ser valorizados na escola e ter espaço no dia a dia da creche.

De acordo com o cientista suíço Jean Piaget (1896-1980), nessa faixa etária, os bebês passam por uma transição do estágio sensório-motor – em que exploram o mundo por meio dos sentidos – para o pré-operatório – quando começam a distinguir o significado de palavras, imagens e símbolos. “Antes, é como se as coisas só existissem quando as crianças estão em contato direto com elas. Depois, elas aprendem a dar nomes a ações, objetos, sentimentos e sensações.

Mesmo ausente, tudo isso ganha lugar na brincadeira, com o uso da imaginação, da imitação, da representação e do jogo.

Incentivar esses momentos, por meio de propostas para que a turma mergulhe no faz de conta, auxilia no desenvolvimento do pensamento simbólico. “Além disso, é importante para que a criança se torne alguém criativo no futuro.

Ao brincar e fazer escolhas com autonomia no dia a dia do faz de conta e da fantasia, as crianças começam a significar e ressignificar as coisas.

Os objetivos de aprendizagem e os caminhos para isso são criteriosamente planejados pelo educador, mas quem dita a trama são os pequenos. Aí, o limite é a imaginação: vale virar uma mãe cuidadosa, um super-herói a salvar o mundo e até serem eles os professores a ensinar.