5 Dicas para incentivar a independência do seu filho

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Em determinadas fases da vida, os bebês passam por picos de desenvolvimento que podem gerar alguns incômodos quando separados dos pais, além de muitos outros momentos de angústia e chororô. Isso muitas vezes acontece quando a criança se sente apta a realizar determinada tarefa e o adulto não deixa. Aí vira aquela briga, birras, criança se jogando no chão, etc…

Conforme ensinou Maria Montessori, é nosso dever permitir e encorajar as crianças a fazerem tudo o que puderem e estiverem prontos para fazer, respeitando seu desenvolvimento. Mas hoje em dia, com tanta violência e caos na cidade, nossos filhos crescem cada vez mais cercados de grades e com menos oportunidades de estímulo no dia a dia.

Até os 3 anos a criança passa pelas fases mais importantes no que diz respeito ao desenvolvimento da autonomia. Então como a gente pode fazer para ajudar os pequenos a se desenvolverem melhor em cada fase da infância?

Pra nos ajudar com esse assunto, separei algumas diquinhas de especialistas para estimularmos a independência dos nossos filhos na hora certa:

Participar de tarefas do dia a dia: Crianças de 1 ano não conseguem, por exemplo, tomar banho sozinhas, mas vão se divertir tentando ensaboar a própria barriga. Isso gera a percepção de que ela é capaz e desperta o interesse de querer aprender sempre mais. Outras tarefas simples da rotina diária que ajudam nessa estimulação da independência são: escolher a própria roupa, buscar determinado brinquedo (que esteja a seu alcance), escovar os dentes, lavar as mãos, etc.

Por aqui, a tarefa de escovar os dentes faz MUITO sucesso! Em todas as refeições a Manu escova sozinha e depois nós damos aquela geral, claro que usando bem menos pasta do que o recomendado na vez dela…

Se alimentar: Desde bebê seu filho já pode “treinar” sua alimentação através do método BLW (Em breve falaremos melhor sobre ele…), mas para os maiores (por volta dos 2 anos) o desafio de segurar os talheres e levar a comida até a boca é um estímulo psicomotor.

Guardar os brinquedos: O senso de organização e limpeza está presente em diversas atividades cotidianas, mas ajudando a guardar os próprios brinquedos a criança aos poucos começará a entender a importância dessa arrumação não só para a casa, mas para conservar o próprio brinquedo.

Pegar e buscar coisas: Se um bebê recebe sempre tudo na mão, é claro que não se preocupará em ir buscar o brinquedo que quer, né? Normalmente isso resulta em muita manha e o uso do choro para conseguir o que quer. Que tal estimular o pequeno a ir buscar determinado brinquedo engatinhando no tapete? Aos pouquinhos você pode ir aumentando o nível de dificuldade, como colocar a mamadeira de água à vista e lembra-lo de ir beber.

Fazer escolhas: Pra aumentar sua autoconfiança, você precisa demonstrar que acredita no potencial da criança de tomar decisões. Estimule-a a falar, expressar suas ideias, peça a opinião dela e mantenha um diálogo “de adulto” (claro que dentro do limite de cada idade), evitando falar com voz de bebê.

Segundo a psicóloga e psicanalista Christine Bruder, de São Paulo, o impacto desse incentivo se estende até a vida adulta, fazendo com que a criança arrisque mais e tenha boa autoestima. “Depois, se tornará um adolescente e adulto mais responsáveis, conhecendo bem seus limites e possibilidades”, diz ela.

Vale lembrar que em todas as tarefas seu filho provavelmente fará a maior bagunça, vai derrubar comida, se molhar, etc. Mas evite a cobrança pela perfeição e procure encorajá-lo a continuar tentando.

Em outras tarefas que possam gerar conflito, como a escolha de lugares para passear, roupa para vestir, etc, o legal é que você dê 2 ou 3 opções pré-estabelecidas e deixe a criança escolher. Ela se sentirá importante e a decisão será sempre aceitável 😉